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Razões para a importância da GC
1. Globalização
A dispersão das operações das empresas,
sejam produtivas ou comerciais, conferem vantagens competitivas importantes,
mas obrigam-nas a dispor de modernos sistemas e tecnologias para gerir toda
a informação e conhecimento que resulta da partilha de experiências e recursos.
2. Velocidade dos negócios
A combinação dos fenómenos da globalização, desregulamentação e dependência
crescente nas tecnologias sempre em desenvolvimento, tornam os ciclos de mercado
cada vez mais curtos, obrigando as empresas a ter uma grande flexibilidade.
O acesso rápido à informação e conhecimento é assim primordial para a tomada
de decisões.
3. Serviço
Estando as empresas cada vez mais orientadas para o cliente e sendo este
cada vez mais exigente tanto relativamente aos produtos e serviços, como à
rapidez das respostas às suas questões, a disponibilidade de toda informação
sobre o cliente em cada momento é crucial para um excelente serviço.
4. Dispersão dos trabalhadores
Também a dispersão crescente dos trabalhadores e a sua mobilidade tornam
a partilha tradicional, cara-a-cara, de conhecimento intra-empresa ineficiente.
Acresce ainda a crescente rotação dos activos nas empresas que obriga à redefinição
da formação, educação e acesso ao conhecimento. São assim indispensáveis sistemas
capazes de recolher e reutilizar o conhecimento dos empregados.
5. Relações de negócio mais estreitas
As empresas estão a desenvolver cada vez mais estreitas relações com clientes,
fornecedores e mesmo concorrentes, o que gera novas e potencialmente ricas
fontes de informação e conhecimento.
6. Tecnologia
A convergência das mais modernas tecnologias de informação e comunicação
fornece as bases para o desenvolvimento de eficientes sistemas de gestão do
conhecimento que antes eram bem mais difíceis.
7. Competição
Sistemas e organizações orientam a sua actividade cada vez mais para o
mercado, ficando assim mais transparentes e expostas, não só aos seus clientes
e fornecedores como também concorrentes. Estes poderão sempre copiar as suas
soluções e conhecimento, pelo que se exige às empresas uma constante e rápida
renovação das suas capacidades e competências, o que só é possível através
da partilha do conhecimento que todos os dias vai adquirindo.
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Dados, Informação e Conhecimento
Estes são conceitos muitas vezes utilizados como sinónimos.
Convém no entanto distingui-los para melhor perceber a importância da Gestão
do Conhecimento nas organizações.
Dados - Factos objectivos e discretos acerca de eventos, registos organizados
de transacções. Os dados não têm qualquer significado em si mesmos, não fornecem
qualquer julgamento ou interpretação acerca dos eventos, nem qualquer base
para a acção. São no entanto fundamentais para as empresas, na medida em que
constituem a matéria-prima da informação.
Informação - Os dados transformam-se em informação quando os contextualizamos,
categorizamos, corrigimos, condensamos ou ainda quando fazemos cálculos com
eles . À informação está sempre associada a ideia de mensagem, na medida em
que existe sempre um emissor e um receptor. Para a circulação da informação
nas empresas são necessárias redes formais (hard) e informais (soft). As primeiras
são as infra-estruturas visíveis e definidas das redes - cabos, satélites,
carrinhas de entrega, endereços, correio electrónico, etc. As segundas são
menos formais e menos visíveis, estão associadas à comunicação informal.
Conhecimento - O conhecimento decorre da informação e é obtido pela
acção humana através da comparação, análise de consequências, ligações e conversação.
Associadas ao conceito de conhecimento estão a experiência, a verdade, julgamento
e regras. O conhecimento obtém-se de indivíduos, de grupos ou de rotinas,
é transmitido através de livros e documentos ou pelo contacto pessoal.
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| Conhecimento
explícito e tácito Existe nas organizações dois tipos de conhecimento: explícito e tácito. Conhecimento explícito ou organizacional pode ser expresso por relatórios, práticas, orientações, e-mail, código de software, etc. Conhecimento tácito ou implícito é detido pelo indivíduo na forma de know-how (hábitos, padrões, comportamentos, perspectivas, etc.). É sabido mas geralmente não falado. O processo de transformação do conhecimento associado ao know-how em utilização produtiva depende fortemente da interacção entre estas duas formas de conhecimento. |
| Sistemas
eficientes de gestão do conhecimento permitem e dinamizam a interação
entre os dois tipos de conhecimento. O conhecimento deve ser orientado para a acção, o que implica que os sistemas de gestão de conhecimento tenham uma total integração com os processos de colaboração para permitir uma eficaz transformação de conhecimento tácito em conhecimento explícito que por sua vez deve disseminar-se pela organização, entrar na cabeça de cada colaborador e constituir novo conhecimento tácito, num ciclo incessante. |
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